Hoje vamos conversar sobre a ISO/IEC Guide 51 – Safety aspects — Guidelines for their inclusion in Standards (Aspectos de segurança - Orientações para a sua inclusão em normas).
Atualmente (2011), está válida a segunda versão ISO/IEC GUIDE 51:1999(E), publicada em junho de 1999, em substituição à primeira versão, ISO/IEC Guide 51:1990, publicada em março de 1990.
Esse guia fornece orientações para os elaboradores de “normas” para a inclusão dos aspectos de segurança nestes documentos. Essas “normas” incluem as Normas Internacionais, Especificações Técnicas, Manuais de uso, etc.
Os termos e definições neste ISO/IEC Guide 51 limitam-se aos aspectos de segurança do risco, ou seja, com conseqüências indesejáveis ou negativas. O ISO GUIDE 73:2009 traz termos mais amplos, considerando inclusive os chamados “riscos positivos”.
A ISO/IEC Guide 51 traz a definição de alguns termos importantes para o objeto desse Blog (gestão de riscos), dos quais eu destaco alguns: Segurança; Risco; Danos; Perigo; Situação perigosa; Evento danoso; Risco tolerável; Medida de proteção; Risco residual; Uso indicado e Mal uso previsível.
Esse guia recomenda que ao se escrever “normas” deve-se evitar o uso das palavras “segurança” e ”segura” como adjetivos, porque elas podem ser interpretadas como uma garantia da inexistência de riscos. A abordagem recomendada é substituir, sempre que possível, as palavras “segurança” e “segura” por uma indicação do objetivo. Por exemplo: usar “capacete de proteção” em vez de “capacete de segurança”.
O guia, sabiamente, afirma que não existe segurança absoluta, sempre existem os riscos residuais. A segurança é obtida através da redução do risco a um nível tolerável que é determinado pela busca do melhor equilíbrio entre o ideal de segurança absoluta e as condições reais de uso de um produto, processo ou serviço, e fatores como benefício para o usuário, custo-benefício e padrões sociais vigentes. Novas tecnologias e conhecimentos podem levar a melhorias economicamente viáveis que provoquem reduções de riscos compatíveis com a utilização de um produto, processo ou serviço.
A ISO/IEC Guide 51, que traz orientações para a inclusão de aspectos de segurança em normas, orienta que a preocupação com segurança dos usuários esteja presente desde a concepção (design) do produto, processo ou serviço e traz alguns aspectos que devem ser observados ao se escrever as “normas” ou orientações de uso:
a) A quem é dirigida a norma?
b) Quem vai usar essa norma e como?
c) O que os usuários necessitam dessa norma?
d) Que conhecimentos prévios os usuários dessa norma têm?
e) Qual o histórico de acidentes ou incidentes?
f) Como tem sido a experiência dos usuários desse produto, processo ou serviço?
g) Quais as medidas disponíveis de proteção?
h) Qual a utilização prevista e razoavelmente previsível má utilização?
i) Qual a capacidade de atuar sob as condições esperadas de uso?
Por fim, o guia orienta que os requisitos para medidas de proteção devem ser escritos em uma linguagem precisa e claramente compreensível e no idioma do local onde o produto, processo ou serviço será utilizado. Orienta ainda para que informações supérfluas ou desnecessárias sejam evitadas, pois tendem a diminuir o valor daquelas que são essenciais à segurança.
Bom. Só para concluir, informo que esse Guia não foi lançado no Brasil pela ABNT, ou seja, não temos ele traduzido oficialmente.
Até a próxima...
Bom. Só para concluir, informo que esse Guia não foi lançado no Brasil pela ABNT, ou seja, não temos ele traduzido oficialmente.
Até a próxima...




